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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Textos sobre Quadrinhos

Uma dissertação sobre Angeli: OS QUADRINHOS DE ANGELI E O CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO




O autor: Paulo Fernando Dias Diniz



Foi defendida em Recife, em 2001, na Universidade Federal de Pernambuco, sob a orientação da Profª . Drª . Ângela Prysthon.



Resumo: Esta dissertação tem por proposta a análise do contemporâneo brasileiro, usando como referência os quadrinhos das décadas de 80/90, representados pelos personagens de Angeli. O espírito de época do contemporâneo brasileiro é marcado por uma reação ao novo e às transformações geradas pela modernização da sociedade. Angeli, representante da linha dos quadrinhos cartunísticos brasileiros, reproduz nos seus personagens os tipos urbanos presentes nesta sociedade e principalmente a reação às transformações deste período. O mal-estar provocado pela negação à modernidade na sociedade brasileira pode ser constatado nos personagens de Angeli – foram utilizados Bob Cuspe, Rê Bordosa, Skrotinhos e Wood & Stock – pelas análises das suas representações e tomando-os como alegorias de um tempo. Os personagens, por serem frutos da dialética da visão do autor com a realidade vivida, nos trazem indícios da época em que se vive. Esta reação à modernidade no contemporâneo brasileiro é ressaltado pela presença das representações culturais nos mass media. A cultura no contemporâneo é delimitada pelos mass media, não havendo mais uma diferenciação entre os chamados níveis culturais. Nos mass media, a realidade contemporânea está representada e reflete as transformações que passa a sociedade brasileira. Através dos personagens de Angeli tentou-se procurar os indícios, nos mass media, do mal-estar e a reação ao novo do contemporâneo brasileiro.



Download do texto:
http://www.mediafire.com/?5391akivpa6yyze

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Textos sobre Quadrinhos

Eis uma matéria interessante publicada no início dos anos 90 sobre a psicologia dos quadrinhos de super-heróis (clique na imagens para ampliar):





terça-feira, 14 de setembro de 2010

Almanaque do Cascão, no. 1, Editora Abril, 1979


Almanaque do Cascão no. 1, Editora Abril, Cr$22,00, 132 p., fevereiro de 1979, 25 histórias.



Se hoje um Almanaque do Cascão é comum, em 1979 não era. Depois de um gibi com piadas solo, esta é a primeira revista seriada (por assim dizer) do Cascão. Outros almanaques foram publicados, mas este foi o primeiro. 132 páginas republicando histórias com o Cascão. Veja a lista de histórias:




A Estátua:
graças a um joguinho de homem de barro com a Mônica, o Cascão acaba virando uma estátua.



O Cofre:
um cofre cai sobre o Cebolinha. Como tirá-lo de lá?




Viagem ao Japão
: esta história brinca com a lenda urbana entre as crianças de que se você cavar muito, vai parar no Japão.




O Maior Amigo do Cebolinha
: Cascão duvida do amigo gigante do Cebolinha.




Vamos Plantar Bananeira?
: Cascão e Cebolinha duelam pra ver quem planta bananeira mais tempo.




Cascão contra a Cisca
: os amigos do Cascão fundam um grupo para fazê-lo tomar banho.

Um Jantar com o Cascão: para jantar na casa do Cebolinha, o Cascão precisa tomar banho. Será que vai fazer isso?



Sem título
: um torcicolo pode causar muita confusão.




Monicascão
: Mônica se suja e Cascão acha que ela aderiu a seu time.




Retrato Falado
: uma pintura do Cebolinha no tapume e muita imaginação espantam o Cascão e a Mônica.




O Espinho
: Cebolinha tenta tirar um espinho do pé do Cascão.




O Limpo
: um produto químico deixa o Cascão limpinho. Por quanto tempo?




Sem Título
: o que o Cascão pediria um gênio da lâmpada em um dia de chuva?




Os Artistas
: Cebolinha decide ser pintor e Cascão quer convencê-lo a pintar a lata de lixo.




O Quê?:
Um ataque de surdez no Cebolinha dificulta a comunicação.




O Tapete Mágico
: Cascão e Cebolinha tentam levantar vôo com um tapete mágico.




As Laranjas
: quando Cascão e Cebolinha decidem colher laranjas, a confusão está garantida.




Sem Título
: O que o Cascão não faz no telefone quando está chovendo?




A Carteira
: A pegadinha da carteira no chão pode dar muito trabalho aos dois meninos.




Telefone
: quem conversa mais no telefone de latinha: as meninas ou os meninos?




As Botinas de Sete Léguas
: botinas mágicas funcionam? Não com o Cascão e o Cebolinha por perto.




Vamos Jogar Bolinha?
: para continuar jogando bolinhas, Cebolinha vai buscá-las em casa, mas seu pai acaba se estressando com ele.




O Grande Jogo
: um jogo dos meninos do bairro tem tudo, menos uma verdadeira partida de futebol.



E uma tira no final.




Muito divertido. Vale a leitura desse clássico dos anos 70.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Exercícios com Quadrinhos

Mais uma questão de concurso com quadrinhos. Desta vez com o Menino Maluquinho de Ziraldo:

A resposta certa apontada pelo gabarito é D.

Essa questão foi retirada da prova para assistente técnico-administrativo do Ministério Público da Bahia, em 2004.

sábado, 11 de setembro de 2010

Traduções de Quadrinhos

A tradução de nomes de personagens ou histórias no Brasil pode confundir o leitor às vezes. Veja o caso de Sad Sack criado pelo Sargento George Baker em 1942. Trata-se das histórias cômicas de um recruta no exército americano. Ele não tem nome e o “Sad Sack” refere-se a uma expressão da época: “sad sack of shit”, algo como “triste saco de merda”. Contudo, quando foi publicado no Brasil ele ganhou um nome: Soldado Valdemar, pela Editora Vecchi. Na mesma década, ele foi publicado pela Editora Abril, agora com o nome de Recruta Biruta, talvez uma tentativa de se apropriar do sucesso do Recruta Zero, publicado pela RGE.


É ou não é de confundir a cabeça dos leitores?

A propósito, não se trata de uma cópia. Sad Sack foi lançado muitos anos antes do Recruta Zero.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Quem Ainda Aguenta Tantas Mega Sagas de Super-Heróis?

QUEM AINDA AGUENTA TANTAS MEGA SAGAS DE SUPER-HERÓIS?

Crise nas Infinitas Terras, Lendas, Amargeddon, Milênio, DC 1 Bilhão, Crise Infinita, Crise Final, a Noite Mais Densa. Guerras Secretas, Atos de Vingança, Guerra Civil, Hulk Contra o Mundo, Invasão, Reinado Sombrio...
Houve uma época em que você lia uma história e ela terminava no mesmo gibi, continuava no próximo número ou na mesma revista por alguns meses.


Hoje, as editoras lançam mega sagas que seguem em todas as revistas da editora e por meses a fio. Quando o evento mal acaba, vem outro logo em seguida.

Crise nas Infinitas Terras reformulou todo o universo DC, acabando com todas as realidades alternativas que existiam. Vinte anos depois, quando todo mundo estava acostumado com uma só realidade, aparece a Crise Infinita e divide novamente essa realidade. Mal a poeira assentou, vem Crise Final (essa eu ainda não entendi qual era o objeto porque parei de ler super-heróis). Na trilha, vem Guerra dos Anéis, a Noite Mais Densa... e assim por diante.

Na Marvel, o mundo se divide em dois grupos de batalha em torno da questão se os heróis têm o direito de usar máscaras para ajudar as pessoas. Com o fim da guerra, com os heróis ainda ressentidos, os Skrulls invadem a terra e, é claro, os super-heróis têm que se unir para impedi-la. Mal os skrulls são derrotados e a próxima mega saga já começou: Reinado Sombrio... e assim por diante.
Isso sem falar das longas histórias dentro das revistas de linhas, como a sequência dos Vingadores contra Kang, que demorou mais de ano para ser concluída; ou a atual fase dos Vingadores, que não tem a palavra fim na última página, é sempre “continua”; ou a morte do Batman ou do Capitão América...

Esperar anos para a solução de uma história é chato. Sei que é uma estratégia das editoras DC e Marvel para vender mais, fazendo o leitor comprar todas as revistas publicadas por ela. Mas chega uma hora que a gente cansa de tanto espetáculo e quer apenas ler uma boa história, sem precisar comprar todas as revistas do ano (isso mesmo, levando em conta as sagas, elas ficam em todas as revistas por todo o ano ou mais, ou seja, é difícil ler apenas uma história que você queira). Nessa hora dá uma saudade de outros tempos em que se você era fã do Batman, você podia comprar gibis só do Batman; se você era fã do Hulk, você podia comprar só gibis do Hulk...




Ainda bem que existem alternativas: Vertigo, Marvel Max (ainda é publicada?), Tex, Zagor, J. Kendall, Mágico Vento, quadrinhos infantis...

sábado, 4 de setembro de 2010

Almanaques e Superalmanaques

Nos anos 70 e 80, as editoras investiam muito em almanaques. Abril, RGE, EBAL e Bloch tinham muitos títulos nesse naipe que iam de 80 a 250 páginas. A RGE tinha duas linhas, uma de almanaques com 100 páginas, e outra com superalmanaques com 132 páginas. Veja algumas capas:







sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Adaptações dos Quadrinhos para as Telas

Trancado por Dentro (1989)

O curta-metragem Trancado por Dentro foi lançado em 1989. Contava com as estrelas Luciana Vendramini, Marcos Palmeira, Fernanda Montenegro e Paulo Gracindo.
A história gira em torno das brincadeiras eróticas de um casal que despertam os devaneios e a violência de um idoso tetraplégico.


O curta de 13 minutos pode ser assistido aqui:
http://videolog.uol.com.br/video.php?id=391774
ou:

http://filmescopio.blogspot.com/2007/10/trancado-por-dentro-1986-de-arthur.html#

A obra foi premiada no Festival de Gramado (melhor fotografia), no Festival de Fortaleza (melhor filme) e no Rio Cine (melhor roteiro), todos em 1989. Trata-se de uma adaptação fiel da história em quadrinhos “Shut In”, escrita por Bruce Jones e desenhada por Gaetano Liberatore (também conhecido como Tanini Liberatore), publicada na edição 7 da revista Twisted Tales, em 1984:

Compare a adaptação com os quadrinhos originais:


http://www.mediafire.com/?jppdbegq8qqnuaq

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Exercícios com Quadrinhos

O exercício que apresentamos hoje é do concurso para Professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental da Prefeitura de São Paulo, de 2004:


O teste foi elaborado pela Fundação Carlos Chaga. A resposta correta é a C. A piada é produzida justamente do contraste entre a linguagem rebuscada e fato de Calvin achá-la estranha.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Jonah Hex - Editora Sampa

Em 1995, a Editora Sampa publicou quatro números da revista Jonah Hex. Eis as capas:




A série reapresentou algumas histórias publicadas pela EBAL, contudo, em preto e branco e com a mudança da linguagem de Hex para outra com sotaque, mais próximo do original.